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Lendas de Portugal













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A lenda do pirata Cambaral e da bela Leonor
















Durante a primeira metade do século XVI, aquando do povoamento da ilha da Madeira, chegou a este arquipélago, vindo do mar, um barco de piratas que tinha como comandante , Cambaral, pirata jovem e forte que espalhava o terror por onde passava.
Amedrontados, os pescadores , foram pedir auxilio a um dos ricos homens da ilha, de modo a que fosse dado caça ao pirata, para que este fosse condenado á morte.
Assim que se aproximaram do barco que se encontrava ao largo da praia, aqueles que iam dar caça aos piratas, foram também avistados por estes que logo se prepararam para o combate. Combate esse que durou várias horas e que provocou bastantes mortes de ambos os lados.
Os piratas começaram a ceder e Cambaral, encontrado bastante ferido e sem sentidos, foi feito prisioneiro. O homem rico que tinha liderado a luta, levou Cambaral para sua casa de modo a curá-lo antes que este fosse entregue á justiça do reino.
Cambaral, foi entregue aos cuidados de Leonor, filha do dono da casa e começou a sarar dia após dia. Esta convivência acabou por criar uma certa intimidade entre os dois belos jovens. Cambaral, ia ficando cada dia cada vez mais fascinado e apaixonado por Leonor.
Vários dias se passaram e também Leonor foi ganhando amor pelo seu prisioneiro. Passavam os dois, várias horas lado a lado, ela dedicando-se cada vez mais a ele e ele ficando cada vez mais apaixonado por ela.
Um mês após a batalha, Cambaral, ficou livre de perigo e teria que ser entregue á justiça. Poucos dias restavam aos dois apaixonados
Leonor começou a olhar com esperança para o mar, á espera que dali viesse alguma salvação. Cambaral, perdeu definitivamente o seu lado cruel e Leonor acreditou na sua regeneração definitiva.
Acabaram por compreender que nada mais lhes restava para além da fuga. Cambaral, tinha ainda o seu barco no mar e acabaram por traçar um plano para a noite seguinte.
Quando a noite do dia seguinte chegou, Leonor dirigiu-se como sempre ao quarto do prisioneiro que entretanto já tinha conseguido fugir. Ai permaneceu o tempo costumeiro e em seguida retirou-se para o seu quarto. Quando tudo estava em silêncio na casa, Leonor saiu de mansinho, conforme o plano traçado e dirigiu-se á ponte onde se encontraria com o seu pirata.
Quando enfim se reuniram sobre a ponte, cheios de alegria abraçaram-se e beijaram-se. Mas nesse preciso momento, o pai da jovem que tinha dado pela sua fuga, cheio de ódio pela traição sofrida, ergueu a espada que trazia e cortou com um só golpe a cabeça aos dois amantes. Ali caíram os corpos abraçados.
E a partir desse dia, aquela ponte, onde os amantes morreram abraçados, ficou a ser conhecida pelo povo como a ponte do beijo.
















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